sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Dos Déjá vu reais da vida... (Sobre textos que não são meus...)

Dos Déjá vu reais da vida... 

Em um final de tarde de domingo
Aquele ser cálido dirigiu -se a um reencontro
Reencontro com as suas doces memórias.. 

A tarde chegou trazendo a chuva 
Umas boas doses de álcool 
E a lembrança daquele boêmio cujo a vida
Possibilitou um encontro com aquela senhora.

Buarque, lá de Hollanda, veio e foi -se...
Antes de ir balbuciou ao pé do ouvido daquela senhora
Palavras eloquentes e versos que flutuavam

Ele cantava para mandar a tristeza embora
E depois usa-se
Enquanto ela ficava..

Ficava com as lembranças das noites de "amor"
Ficava com aquele cheiro de sexo inigualável
Que infiltrava-se no quarto por dias após o último encontro.

Ficava com as mãos macias 
Que realizavam suavemente pelas suas pernas...
Ficava com o álcool e o pileque pós-encontro

Ficava lá, sozinha...
E com aquela saudade que insistia em ser sua fiel companheira
Não sabia ela o quanto era indigesta
E... por vezes
Ridícula.

Porém...
Ela sabe!
E balbucia a inexistência de tua volta...

Mas...
Espera o reencontro, o tão doce encontro
Aquele com olhar de cumplicidade
Vivendo um pouco daquelas mesmas histórias 
Como se nunca tivessem sido vividas.

                                        (D. L)

     *Nota da autora:
(Hoje vc é apenas real para mim, mas, saiba que se, uma vez, disse que teria prazer em falar de vc para os outros, eu apenas disse a verdade. Sempre serás o  mambembe com quem vivi umas agradáveis histórias. As quais marcaram-me, apesar de., lembranças. Espero que estejas bem. Cuide-se!! Vc é grande e um bom ser humano! Desculpa por ter escrito aquelas palavras, eu estava com raiva. Desculpa mesmo!! Sucesso - essas linhas foram escritas no dia 16/09/18! Continuo te desejando um amor para que sejam grandes juntos). 

   Abraço!!

Sobre "textos que não são meus"...sempre há tempo de se redimir e pedir desculpas...mantido a escrita original, afinal não volto atrás para "corrigir meus textos..."
                                                                             (André Martins)

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Minha flor de maracujá...


Cara de lua
Minha  flor de maracujá
Tem que se esforçar
Carinho é bom, é bom ser cuidado
Fera mansa...Só dar carinho que fico uma coelhinha
Uma fera...iremos reverter
Suou e ficou vermelho
Manda teus antecedentes criminais que minha mãe quer saber com quem tanto falo no celular
Tudo se encaixava como uma indireta para mim
Aí você me confunde
Assim fica difícil
Foi a do pequeno príncipe
Não, não foi a da Amélie
Pois quero emprestado
Pra mim não funciona ler livros.
Estratégia desenvolvida por anos
Eu tô alguns níveis abaixo disso.
É cada paranoia que surge
Deito e começo a viajar
Pois eu sou boa de cama
Não muito...
Acabei “tento” insônia ontem
Todos na bochecha
Beijos!
Mereço!
...e é bom conversar com quem recita poemas...
Obrigado pela companhia
Tenho certeza que sim.
Já tomei remédios e eles me dão uma derrubada
Engano seu...
Quem mais você vai conhecer pra te abraçar de cabeça novinha em folha...
Recomendações?
Já que existe a possibilidade de eu convulsionar a qualquer momento...
Beijo...
Onde?                              
                                                                  (André Martins/  'P. Sales')
                                                                              30/08/2018




"Eu não forneço nenhuma regra para que uma pessoa se torne poeta e escreva versos. E, em geral, tais regras não existem. Chama-se poeta justamente o homem que cria estas regras poéticas"                   
                                                                     
                                                                                         (Vladimir Mayakovsky)


Sobre juntar palavras e fazer versos, sobre uma "encomenda de poesia", sobre uma parceria "invisível", sobre um exercício que devia ser diário, sobre o exercício que é "diário", sobre brincar de poesia, sobre emocionar e distrair pessoas, sobre fazer rir pessoas...sobre inspirar e ser inspirado...sobre suspiros...eu sei escrever algo além de cartas de suicídios, discursos, TCCs, e letras de músicas fracassadas..."Promessas de Sol"

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Sente...( Poema à seis mãos )


[...] [i]

sente
como toco tua pele
suavemente
como toco teu sono
tuas mãos dormentes
toco prazerosamente
tua mente posta em mim

fecha os olhos:
que quando toco
delicadamente
teu pescoço amolece
querendo mais e mais
de meus lábios quentes

[com os quais sei que me mentes]

e é doce
e tem cheiro
e é frio
e calor

sente
meu amor
meus dedos
serem
teus cabelos
serpentes

lambendo macio
e calmamente
o veneno vivo
que és

demônio
insolente.


[i] Poema à seis mãos (e ainda em construção), Andre Martins, Hanna, Harley Dolzane


"André,
a Jose (hanna) me disse que escreveu um texto com vc... não sei se vc lembra... enfim, ela mandou o texto ai eu mexi, e como tu tb escreveu (escreveste, né?), ele é teu..."
                                  
                                                                                   (Harley Dolzane)
                                                                                       03/09/2009   

Os fragmentos de textos acima, foram retirados de emails trocados entre eu e  Harley que na época fazia a ponte aérea Belém-RJ-Belém. "Hanna" sugeriu um texto a seis mãos. Concordei. Ela escreveu e passou o texto para Harley, que modificou e o deixou como está...fui acusado na época de ter ajudado na elaboração, se participei não foi com palavras...

                                                                                   (André Martins)
                                                                                     14/05/2018