domingo, 6 de novembro de 2011

Submissão

Submissão
 É sobrenatural e inevitável o
Magnetismo que exerces.
Algo irracional de amplitude extensa.
Esquivo-me de ligações e olhares
Mas, minha alma insiste transparecer  solitude.
Então meus pensamentos puros são preenchidos com tua insanidade.
Fazendo emergir meus espaços vazios.
Logo eu? Tão insensível e volúvel
Que finjo paixões para me assemelhar aos demais?
Minha fortaleza se desfaz em face da tua segurança.
E ainda, que aprazível não convém submeter-me ao seu jugo.
Vivo-me, disfarço, desfaço, mudo a rota, desejando perder-te para
Não me encontrar.

                                             “Nathália Botelho”


Não necessariamente que o texto seja meu, ou que seja sobre eu, o importante é causar um mal-estar  em quem leia..."Eu me perco na confusão dele..."Nathália pode ser só mais uma das minhas facetas...não é sadio eu perder tempo explicando aquilo que não se explica...os créditos da poesia vão pra "minha pessoa"...quem entendeu leu, que não entendeu leu também...Já é quase Dezembro de mais um ano inútil...
                            
                                                                                                 André Martins
                                                                                                   07/11/2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aquela afinidade idiota pelo Chico Buarque(fictício)...

Depois de acontecimentos recentes, resolvi criar coragem e postar mais essa tentativa inútil...qualquer semelhança com a realidade é mera ficção(ou não), personagens citados são todos fictícios...qualquer alusão à bares, pessoas, mulheres, revistas, passado, homens, músicas, artistas, é tudo invenção da cabeça doentia de quem lê esse seleto blog...comentários maldosos serão bem-vindos.Vale ressaltar que este texticúlo não é endereçado a ninguém, e se alguém desconfiar que foi, cala a boca. Que a leitura cause bem-estar, nostalgia ou dor de barriga...sirvam-se...


                                                                     ...


Chico Buarque não tinha necessariamente algo  haver com aquela história, talvez pelo fato de todos os seus derradeiros romances terem sidos embalados com suas canções, talvez por aquele assunto ser recorrente em suas conversas em mesa de bar, talvez por oportunamente ele estar lendo um ou outro romance enquanto suspirava pelo leite derramado, ou talvez que  quando saia pelas ruas vagando pelo Leblon, nunca seria descartada a hipótese de se trombar com o “talvez ídolo”. Seus amigos diziam que ele estava na “decadência”,  - Toda vez que vejo o fulano ele está naquele mesmo bar, praticamente com as mesmas roupas, mesma cara amassada, um livro/agenda que creio eu que dificilmente ele lê, e pra finalizar ele está sempre com uma mulher diferente, que aparentemente pode ser feia ou bonita, gorda, magra, triste, ninfomaníaca, empresária, protestante, nojenta, estranha, vaidosa, louca, preta, azul...mas que no final aparenta sempre ser a mesma mulher com  a mesma afinidade(ou fingia ter) idiota pelo tal Buarque de Holanda...
              Ele retrucava: - Sendo assim, fica mais fácil, já é meio caminho andado...Plagiava canções, fingia fazer poesia, chorava depois de alguns goles, e sua tristeza parecia se completar com qualquer uma das meninas multi-uso que  porventura o acompanhava. Eram romances tão banais, tão comuns na sua essência, que podia ouvir o mesmo disco “o amante” com todas que nenhuma música podia ter algo em particular com a gostosa da academia ou a frentista(tenho minhas dúvidas quanto a veracidade desses fatos). Acordava com : - Vai trabalhar vagabundo...e dormia por vezes as lágrimas com: - Dorme meu pequeninho, que ele está muito doente, de tanto amor que ele tem... Seria piegas eu dizer que “todo dia ela faz tudo sempre igual” talvez o certo de cantar seria: - Todo dia por ventura quem infelizmente esteja com ele faz tudo igual... e buarqueando ele levava a vida, ou pensava que levava, ou fingia, tinha a impressão, a leve impressão, enquanto tinha esses questionamentos ia tomando calmantes, excitantes e um bom bocado de gim, só pra não esperar tanto tempo vendo a banda passar...
           Era um dia novo, uma idéia nova e já não havia tanta necessidade de  se “desabafar”, continuava tudo no “mesmo soneto, mais um retrato em branco e preto pra acalmar meu coração”. Era tudo muito repetitivo ficava o dito por não dito, só que não existia mais que perfeito para alguma coisa ser desfeita. Nuca mais tinha ido ao cinema nunca mais tido um romance, e lhe faltava dinheiro para ter drink no lance, parecia haver uma escassez de garçonetes ou turistas, e até auxiliares de enfermagem... Essa meia história, meia crônica, meio desabafo, poderia terminar por aqui. Ou não. A fonte de histórias sobre Chico é inesgotável, sem fim, logo esta história não acaba é infinita, uma vez que todo esse amor gasto, esse amor não vivido, não correspondido, vai ficar guardado, pairando, flutuando milênios no ar, e quem sabe então, a filha da gorda, a neta da auxiliar de enfermagem, a azul, preta, ou quando quem sabe  a gostosa da academia ficar escrota, vai finalmente num futuro nem tão distante vai poder usar/se comprometer/viver/ encontrar...esse amor que não foi vivido, porque não foi correspondido, então poderão usar finalmente esse amor, os futuros amantes.

                                                                                                       André Martins
                                                                                                             22/03/11


terça-feira, 3 de maio de 2011

Os “7” Anões da 3MA...(por André Martins)


Uma das intenções desse “distinto” blog é recordar as antigas amizades(nem tantas), tentei colocar tudo  da mesmo forma como foi escrito no papel original, seja em 2003, ou 2004, em breve colocarei, alguma “coleta” feita pela turma, seja pra comprar uma passagem pro “Dedé do Jegue” voltar para o Ceará, ou para arrumar merenda pro Edgar...espero que gostem...recordar é viver!!!



Os “7” Anões da 3MA...(por André Martins)

1-     Mestre -  André o “Capitão”
2-    Dunga – Cesar o “mudinho”
3-    Soneca – Ivam o “nem tão belo adormecido”
4-     Atchim – Dedé só pra ta na sacanagem
5-    Dengoso – Gil vive com dengue
6-    Zangado – Theobaldo, o “cara ruim”
7-    Feliz -  Edgar o “esperançoso”

*E mais um integrante o “Careca” (Tardeli)
Portanto são 8 anões...



Os novos  “7” Anões da 3MA(Por André Martins)

1 – André (Pescador Parrudo) -  Continua sendo o Mestre, não deixou a vaga de capitão, ainda é ambidestro.
2 – Cesar (Mudinho) – Continua sendo o Dunga, porém ainda não aprendeu a falar, mas se comunica por sinais(Tchurimtchurinthufly)
3 – Ivam (Soneca) – Continua com o mesmo mal, entraram com recurso pra mudar ele de fábula (queriam joga-lo  para a bela adormecida), porém ainda é o soneca.
4 – Dedé* (Avançado) – Novamente não acharam uma vaga pra ele e ai colocaram ele pra ser o Atchim.
5 – Gilsinho (Terra  Firme) – Sarou da dengue e agora quer operar  a “Parada”, mesmo eunuco continuara sendo o Dengoso(ai, ai, não, ai)
6 – Mauro Almeida (Abílio) – Por motivo de força maior o antigo Zangado foi afastado de suas funções, justamente por ser zangado demais, sobrou para o Emílio, digo Abílio.
7 – Edgar (Tira-gosto, boi...) -  Mais feliz do que nunca ainda mais agora que “si dei bem”, passou na maioria das matérias, vai permanecer no grupo.
8 – Tardeli (Klinefelter) – Na última convocação para os anões ele foi eleito o 8º Anão, que era o Careca (é faz jus ao nome...)
9 – Rafael (Surfista) – Se ofereceu para ser a Branca de Neve, porém a vaga já estava preenchida, Julian também estava na fila, mas a escolhida foi a Gabriela(A branca de neve é morena). Acabou sendo o Mineiro mesmo!
10 –Julian ( Ornela) – Infeliz por ter perdido a vaga de branca de neve para Gabi, resolveu ser o Gay(pelo menos é o 10º anão)
11 – Wiske (Wiske) – Mudou de turma e não apareceu, sem grandes novidades, acabou sendo o Novato ( de novo)
12 – Iranil (Cirilo...) – A mídia sentiu falta e a produção colocou as pressas o 12º anão, o Negro.

*Nota ao leitor – Foram mandadas cartas, emails, recados e bilhetes perguntando o porque de: Thiago, Fábio Tucunduba e Dieguinho não estarem aqui no meio dos 12 anões, através dessa venho informar que eles já estão na história dos 3 porquinhos...

Burra – Ih!ÕÔÕ! “estou inconformada!Porque não me colocaram no concurso “branca de neve”, como pode uma burra de olhos verdes perder a minha vaga pra uma loira?”

Príncipe (Theobaldo): Segundo ele é só para  beijar a branca de neve!(Gabi).

(Últimos dois trechos escritos com a letra do Julian, pelo menos eu acho...)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Placebos, suicídio e sorvete de flocos

I

Estou cansado de uma rotina angustiante que não me engrandece de forma alguma, pelo contrário, me acomoda e incomoda. Me sinto traído por aqueles em quem eu devia confiar. Não consigo ter êxito em minha querida e amada Belém (Nome de cidade) que tanto amo, mas que não me  suporta mais.Tenho Parauapebas (Nome de cidade), quente e aconchegante, mas minha vida por lá não resolveria nada, iria me isolar num sítio (local) onde só sairia de lá dentro de um caixão ou numa ambulância  pro hospício. Tenho medo e receio de tentar. “sou criança e não conheço a verdade, eu sou poeta e não aprendi a amar...” Estou cansado de dar trabalho, de ser fardo pros outros, minha vida de  regalias me tornou uma pessoa acomodada, tenho medo de realmente enfrentar meus problemas de frente, problemas  estes que eu nem sei ou quais são... Falta-me tesão pro viver, a cada dia  me assombro e me preocupo  mais com coisas que não estão relacionadas a mim. Atitudes das pessoas me enojam. Escondo-me num personagem que não sei definir. Tento ser bom, mas enquanto ajudo o próximo, de certa forma me transformo em ruína. As drogas estão ai próximas, agora não é novidade nenhuma que eu me afogo em álcool, então eu imagino que  um baseado ou um pó, que eu nunca fumei nem cheirei, de certa forma me acalmariam, mas além de serem ilegais não resolveriam meus problemas. Imagino que ninguém me entenda e eu não sei me explicar, mas creio que um amor de verdade acalmaria minha loucura.

II

O álcool, o vinho, a poesia, a maconha e a imagem de uma falta bem batida são ótimos placebos contra o suicídio! São euforias, alegrias, anestésicos, placebos... analgésicos, elixires que concerteza tornam a vida menos angustiante e afugentam,  mesmo que temporariamente/ momentaneamente ( as vezes é só pro um instante que a senhora morte mostra as caras pretas) a idéia, o desejo do suicídio, da morte, do caos. 70, 90, 130 milhões de Judeus assassinados, 17 mil ou milhões passando fome, a morte de um ente  querido, a bola que foi na trave, o amor perdido! Não importa a dor de um dói  quanto a do outro. Uma paulada, insônia, a mentira, prego no olho, desilusão, ignorância alheia, dedo na ferida... não importa a dor, quem sente é o seu coração ( cérebro), e felizmente ou infelizmente ele não enxerga, então cabe a você tentar calá-lo, anestesiá-lo, iludir ou enganar de vez. Tenho medo de pensar que escrevi grandes textos ( não que seja o caso deste), soa-me como uma carta de despedida da vida, ou estou realmente com medo da morte (qualquer um) , raramente tenho medo ( as vezes até imploro que ela me leve para dar umas voltas), mas em determinados  momentos, lembro o quanto  as vezes fui, e as vezes sou apaixonado pela vida, então me dá a agonia que placebo nenhum pode distrair, quando me vem umas idéias “fixas” de morte, além da “besta-fera” me preocupa uma overdose de placebo, que a tempos eu venho desprezando...

                                                          
III

Passou pela porta, e de repente percebeu que não se lembrava, não se situava de onde estava, de onde se encontrava, sentiu-se entrando na sala errada do cinema, observou  que poucas pessoas ao seu redor falavam a mesma língua , apesar do idioma ser o mesmo, procurou algo parecido com a lanchonete para tomar um trago, então se deu conta que já não tinha dinheiro algum. Moveu-se em direção contrária certificando-se de  que dava conta, que estava no comando de seus perfeitos movimentos. Então sentiu-se como um  escritor num dia de angústia que não consegue terminar seus escritos, ou o músico que a caba de perder a corda ou  acorde, observou-se estranhamente inútil e ficou inexplicavelmente  infeliz e satisfeito com algo que não sabia ao certo. Aos poucos foi se dando conta de que realmente não se dava conta de nada do que  estava se passando. De repente passa uma criança lambuzada de sorvete de flocos, com um enorme de um sorriso  no rosto, meio que exigindo uma risada de quem a visse em total displicência , algo no sorvete de flocos ô fez recordar que há muito ele já havia sido criança  dando o melhor de si, dando a única coisa boa de si, que era senão seu sorriso, sua gargalhada , a aparente alegria. Novamente lembrou-se de algo que não sabia o que, lembrou-se que lhe criticaram, que lhe negaram à explicação, que lhe faltaram a palavra, que lhe sumiram os gestos, que  enterralham-lhe  qualquer glória passada, que queimaram todos os seus investimentos, que o fez desistir daquilo que nem sabia antes de conhecer nem tentar, que se fez sentir ridículo, que lhe tirou a sensação de tentativa do dever cumprido, que lhe fez lembrar que era uma tragédia humana logo humano, que não sentiu seu chão, que continuou duvidando de Deus... percebeu suas lágrimas e viu que enxugá-las  seria covardia, porém continuou negando o sorriso  a criança, pois seria um sorriso falso, e tinha certeza que não suportava desonestidade de ninguém. O vento encarregou-se de secar o restante das lágrimas, então percebeu que qualquer sorriso passado, fora inútil. Então decidiu não sorrir nunca mais, nem do sorvete de flocos.
                                                
                                                                                     ( Marginalizados Pela Distância.)





Este texto foi  escrito, segundo depoimento do "autor", de formas desconexas, aleatórias, e indivudalmente. Eis que um belo dia  o então dono desse blog, resolve participar da Bienal da Une, e com pena de gastar R$ 40,00 pede ajuda ao escritor para "inscrever um trabalho", uma vez tendo o "trabalho" selecionado, ganhava-se a insenção da inscrição da Bienal e mais um "pro-labore"...eis que deu certo(Não me pergunte como, com  um título desses...). Acontece que fui pra Bienal, colhi os louros da vitória, e agora percebi que o dinheiro do "pro-labore" não deu pra pagar o meu "fornecedor" de textos...dai o cara liga me pressionando pedindo mais dinheiro...é um tal de "Ahmed" que trabalha pra um tal de "José Kosta"...fui pra Bienal só com o "título" afinal o texto nem é tão bom assim...

                                                                          

                                                                                      André Martins
                                                                                       14/04/2011 

sábado, 9 de abril de 2011

"Apresentação" Bienal 2011 RJ

Texto baseado na minha "apresentação", durante a Bienal da Une 2011. Parte do texto retirada do Livro "Do Desassossego", de Fernando Pessoa.


      "Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo  e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo  é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força pra pensar; acabo porque  não tenho alma para suspender. Esta é minha covardia...Será que  hoje estou aqui, em plena praia diante dessa platéia maravilhosa, ou estarei internado, num asilo de mendicidade, feliz da derrota inteira, misturado com essa ralé dos que se julgaram gênios, e não foram mais do que mendigos com sonhos, junto com essa massa anônima dos que não tiveram poder para vencer nem renúncia larga para vencer do avesso. E tudo se resumirá a monotonia da vida quotidiana para, como recordação dos amores que não me foram advindos, ou dos triunfos que não haveriam de ser meus..."SE ESCREVO O QUE SINTO, É PORQUE ASSIM DIMINUO A FEBRE DE SENTIR..."...Tudo o que sabemos é impressão nossa, e tudo o que somos é impressão alheia..."





Cortei meu mal pela raiz
Não sei mais onde/com quem/porque/por onde andas
E essa vergonha também me sufoca...
Mas as leis não se aplicam a mim.
Essa história poderia ter outros finais...
Quem sabe até um final feliz
MAS POBRE DO MEU CARNAVAL...
CADA BEIJO QUE NÃO CONSIGO DAR,
É UMA TRAIÇÃO A MIM MESMO
QUERIA AO MENOS LAMENTAR OS BEIJOS,
QUE NÃO TE DEI!
Pobre dos meus versos, pobre de mim
Pobre do amor, que não vingou...
Hoje meu próprio sorriso me machuca
Mas, me resta buscar o imbuscável,  outro imbuscável
e  tentar viver longe dessa farsa de eu “poeta”
Mas não posso...
me trair!

                                                    André Martins
                                                        06/07/05

Primeiro poema mostrado "ao público", no mesmo ano de 2005, aos colegas de colégio, de calçada, de copo e de cruz...posteriormente concorrendo na semana de arte  Abaetetuba-Pa, e previsívelmente não ganhando nada..."se meu caderno alfarábico ganhou mundo, eu também posso...sem mais delongas, está dado o pontapé inicial de mais esta "tentativa inútil"...
                                                              

                                                                      (Daquele que se diz autor)