O menino de 09 de Janeiro
O dia se abre e nasce a ternura de Janeiro
Em palavras fortes e sentidas
Embala-se um cheiro de vida
Semente que brota no seio quente da família
Passos ensinados que hoje caminham sozinhos
Em palavras fortes e sentidas
Embala-se um cheiro de vida
Semente que brota no seio quente da família
Passos ensinados que hoje caminham sozinhos
És homem finalmente
Escolhas a tua frente abrem-se num extenso leque
Lanças palavras sem medi-las
Num jogo que provocas quando atiras
Nas ruas escuras por onde passas
Escolhas a tua frente abrem-se num extenso leque
Lanças palavras sem medi-las
Num jogo que provocas quando atiras
Nas ruas escuras por onde passas
Esperanças do ano que se instala
Peço! Exijo! Clamo!
Que ela arrebate teu peito
Espantando teus assombros e dores
E transbordando tua alma com o doce aroma de teus sonhos e amores
Peço! Exijo! Clamo!
Que ela arrebate teu peito
Espantando teus assombros e dores
E transbordando tua alma com o doce aroma de teus sonhos e amores
A pele de menino ainda te cobre
Glória! Vivas! Pois tu podes
Muitos querem e não tem
Tua graça, teu cinismo
Traços que te bastam para seres um bandido
Glória! Vivas! Pois tu podes
Muitos querem e não tem
Tua graça, teu cinismo
Traços que te bastam para seres um bandido
Roubas sorrisos
Provocas lágrimas
Te perde nas pernas daquelas que não soubeste amar
És menino
Com anos não vividos que insiste em carregar
Provocas lágrimas
Te perde nas pernas daquelas que não soubeste amar
És menino
Com anos não vividos que insiste em carregar
És homem, és menino
És aquele velho moço sentado a beira da estrada
Esperando a carona do ninguém
Achado e perdido.
És aquele velho moço sentado a beira da estrada
Esperando a carona do ninguém
Achado e perdido.
HANA
09/01/2007
09/01/2007
Sobre ser pequeno e sobre ser príncipe, uma década pode esperar um bom poema...outrora se lamentava: são Janeiros demais para ter sobrevivido...mas agora eu tenho meu Baobá...

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