"Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força pra pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Esta é minha covardia...Será que hoje estou aqui, em plena praia diante dessa platéia maravilhosa, ou estarei internado, num asilo de mendicidade, feliz da derrota inteira, misturado com essa ralé dos que se julgaram gênios, e não foram mais do que mendigos com sonhos, junto com essa massa anônima dos que não tiveram poder para vencer nem renúncia larga para vencer do avesso. E tudo se resumirá a monotonia da vida quotidiana para, como recordação dos amores que não me foram advindos, ou dos triunfos que não haveriam de ser meus..."SE ESCREVO O QUE SINTO, É PORQUE ASSIM DIMINUO A FEBRE DE SENTIR..."...Tudo o que sabemos é impressão nossa, e tudo o que somos é impressão alheia..."
Cortei meu mal pela raiz
Não sei mais onde/com quem/porque/por onde andas
E essa vergonha também me sufoca...
Mas as leis não se aplicam a mim.
Essa história poderia ter outros finais...
Quem sabe até um final feliz
MAS POBRE DO MEU CARNAVAL...
CADA BEIJO QUE NÃO CONSIGO DAR,
É UMA TRAIÇÃO A MIM MESMO
QUERIA AO MENOS LAMENTAR OS BEIJOS,
QUE NÃO TE DEI!
Pobre dos meus versos, pobre de mim
Pobre do amor, que não vingou...
Hoje meu próprio sorriso me machuca
Mas, me resta buscar o imbuscável, outro imbuscável
e tentar viver longe dessa farsa de eu “poeta”
Mas não posso...
me trair!
André Martins
06/07/05
Primeiro poema mostrado "ao público", no mesmo ano de 2005, aos colegas de colégio, de calçada, de copo e de cruz...posteriormente concorrendo na semana de arte Abaetetuba-Pa, e previsívelmente não ganhando nada..."se meu caderno alfarábico ganhou mundo, eu também posso...sem mais delongas, está dado o pontapé inicial de mais esta "tentativa inútil"...
(Daquele que se diz autor)
Gostei do blog meu amigo, belo poema...
ResponderExcluirFilho... sou um tanto quanto "suspeita" pra falar mas... seus textos são muito bons, apesar de alguns títulos (você sabe do que estou falando!)... bem, desejo sucesso nesse novo "hobby", "trabalho" ou seja lá qual for a denominação a esta atividade... torço sempre por você! Beijos, te amo!
ResponderExcluirTexto e poema passíveis a inveja, uma inveja do bem, com a finalidade de evoluir com a sabedoria alheia ! Muito bom Fera.
ResponderExcluirnosso nobre poeta...assim ficou conhecido!!
ResponderExcluirnão é pq meu amigo, mas escreve muito bem...boa sorte!! abração
As primeiras postagens de um blog mormente começam com sentimento de perda ou de indignação. No seu caso, acredito ser de perda e não sei bem porque me acometo disso, ou talvez voce apenas ande lendo werther demais...
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