segunda-feira, 22 de maio de 2017

II – Da receita: Tentativa de delícia: Macarrão solitário embevecido na capivara apaixonada com molho “All-in” e queijo de búfala.

 I - Preambulo

Receita de breve crônica diária...

Acordo antes das 5, angustiado, sonhei de novo, sem muito sentido. Olho o celular, Ligo o notebook, vejo algumas mensagens, leio algumas notícias, menos mal. Volto a cochilar. Chego no escritório, bons dias, bons dias, consulto alguns processos, volto para o escritório, o “chefe”, convida para ir ao auditório da OAB, reunião da OIT.
Por volta das 9:30 o estomago já reclamava de fome (o desjejum havia sido meio copo d’água e um gole de café) resisto bravamente uma vez que os assuntos abordados estavam interessantes, até que 10:30, saio para ir atrás de um “completo” (lanche composto de salgado+suco). Durante o lanche, encontro um “colega” das antigas, breve papo sem muita intimidade, ele termina o lanche na minha frente e na hora de pagar, ele só tinha nota “graúda”, observo a dificuldade da moça do lanche, e me ofereço para pagar o lanche do colega (o meu consumo foi de R$ 4,0 e o dele R$ 6,0 = 10, eu só tinha R$ 12,0 na carteira, não há de ser nada). Ele agradece, eu mando lembranças a sua senhora e ele vai embora.
Volto a palestra, boas abordagens, boas discussões, adquiro conhecimento. O relógio já marcava mais de 12 hs (o Estômago), na verdade eram quase 13h, acaba o encontro e o “chefe” convida para almoçar no restaurante “verde”. Comida saudável sem carne vermelha, bem razoável, bem temperada porém diferente do meu habitual paladar de pedreiro gourmet. Como sem reclamar, exceto pelos comentários ácidos acerca do suco e do ambiente. O “chefe” paga o almoço, que custou algumas vezes mais que o gasto no lanche completo. Não há de ser nada.
Volto para o escritório, “agendamos a semana”, pego meu “Livrão”, ajeito minha tela, vou pra casa. Banho rápido para esfriar o calor, vou para aula. Bla bla blás, sobre Filosofia do Direito. Termino o que tenho que fazer, revejo uns documentos e vou pra casa. Tiro um cochilo. O Relógio (estômago) avisa que você almoçou no restaurante “verde”. Avanço em direção a geladeira...

 II – Da receita: Tentativa de delícia: Macarrão solitário embevecido na capivara apaixonada com molho “All-in” e queijo de búfala.

Pega-se todos os nobres ingredientes de qualidade/aparência/cheiro duvidosos que se tem na geladeira e pensa-se no que pode se aproveitar dali. Chega-se à conclusão de que pode sair uma massa, já tem um resto de macarrão pronto, um resto de “boi baixinho”(capivara), só resta o molho...Refoga-se o alho, juntamente com a cebola, seguido de pimentão, tomate e outras coisitas más...comete-se o equívoco de colocar Katchup no lugar do molho de tomate, mas tudo bem, não há de ser nada, corrige-se a acidez do molho com nata de leite de búfala, e segue o jogo, digo o molho. Coloco um pouco de shoyo, corrijo o sal, misturo tenras lascas de mozarela de búfala, mais uns minutinhos para derreter, um queijo ralado industrializado para decorar o prato(vencido há 3 dias) e voilá! Está pronta mais uma tentativa de delícia para acalmar meu coração. Servidos?

Começo a comer afoito pela fome e pela vontade de escrever essas palavras, queimo a língua, repenso o que vou escrever, aonde irei publicar, quem vou marcar, para quem vou marcar, quem saciará a fome de macarrão, de molhos, de palavras, de temperos, de companhia, de leitores, de comentários, de versos...sonhei de novo, sem muito sentido. Olho o celular, Ligo o notebook, vejo algumas mensagens, leio algumas notícias, menos mal. Volto a cochilar...

                          
                                                                       André Martins
                                                                       
                                                                         22/05/2017  



É caros leitores, notem que isso pode ser tudo, menos uma receita de molho de qualquer coisa...

Nenhum comentário:

Postar um comentário