Tal
qual é tua incessante busca
Que
me comovo ao ver-te derramando versos nas calçadas
As
flores variadas que enfeitaram teu jardim
Congelaram
no intenso inverno do seio teu
Resistiram
algumas
Fragmentaram-se
outras
Achadas
em nostalgia
E
esquecidas como de praxe.
Pétalas
macias que espalhastes sobre a cama
Secas
agora, e eternizadas nas páginas de algum livro teu
Histórias
que contates mil vezes
E
que me permiti ouvir outras duas
Ainda
falas de romantismo
O
qual não compreendo
Quando
vejo tuas vis façanhas
Tão
ásperas
Tão
vazias
Aspirante
de um romance sem igual
Tal
como você, que ainda nem se descobriu
E
como saber onde procurar?
Não
sabes olhar para dentro de si
Um
menino perdido é o que me parece ser
E
não pertence a lugar algum
Tal
como eu, que ainda não aprendi a decidir.
Hana
10.2008
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